Em audiência na Câmara dos Deputados, na Comissão Externa sobre o colapso do solo em Maceió, o deputado Alfredo Gaspar, do União Brasil de Alagoas, presidente da Comissão, relatou o histórico de fiscalização da Agência Nacional de Mineração que, em 2014, já apresentava indícios de afundamentos de solo nas minas da Braskem.

O deputado questionou o Superintendente Substituto de Fiscalização da Agência Nacional de Mineração – ANM, Helder Pasti, que reconheceu que o trabalho do órgão foi insuficiente.

Helder Pasti afirmou ainda que era responsabilidade da Braskem apresentação de estudos complementares sobre a situação das 35 minas, mas que a empresa postergou a apresentação dos estudos, que só ocorreu após a suspensão da exploração, em 2019.

Em 2018, após um tremor de terra na região das minas de exploração da Braskem, teve início uma investigação do Serviço Geológico do Brasil, que indicou a necessidade de suspensão das atividades das minas de sal-gema.

No ano seguinte, as atividades da empresa foram suspensas, e teve início a relocação da população de cinco bairros de Maceió. Cerca de 60 mil pessoas tiveram que ser removidas do local.

 

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