O Fundo Amazônia receberá mais um aporte do governo da Noruega, no valor de R$ 245 milhões. O país nórdico foi o primeiro e é o maior doador do fundo, criado há 15 anos para financiar ações de combate ao desmatamento e de promoção do desenvolvimento sustentável na Amazônia.  

Ao longo desses anos, os aportes noruegueses já passam de R$ 3 bilhões. O anúncio da nova contribuição foi feito durante a Conferência do Clima das Nações Unidas (Cop 28) que está sendo realizada em Dubai, nos Emirados Árabes. Também durante o evento, há alguns dias, o Reino Unido, anunciou o envio de cerca de R$ 215 milhões para o fundo. Já o presidente da França Emannuel Macron se comprometeu a investir mais de R$ 2,6 bilhões de reais nos próximos três anos.  

Durante o ano de 2023, o Fundo Amazônia também recebeu contribuições da União Europeia, e dos governos da Dinamarca, Alemanha, Suíça, Estados Unidos e do Reino Unido, que totalizam cerca de R$ 870 milhões. O Fundo Amazônia tinha sido paralisado em 2019, durante o governo Bolsonaro, após a dissolução do seu comitê orientador, mas foi reativado em fevereiro deste ano.  

Desde sua criação, em 2008, o Fundo Amazônia já apoiou 106 projetos, em um investimento total de R$ 1,8 bilhão. Essas ações beneficiaram aproximadamente 241 mil pessoas com atividades produtivas sustentáveis, e mais de 100 terras indígenas e de 190 unidades de conservação. Considerados esses novos recursos, o Fundo possui cerca de R$ 4 bilhões disponíveis para apoio a novos projetos.  

Também durante a Cop 28, foi lançada o Restaura Amazônia, a maior chamada pública já feita pelo Fundo, que vai destinar R$ 450 milhões a projetos de restauração ecológica de grandes áreas desmatadas ou degradadas.  

      

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