Em meio ao agravamento da seca no estado do Amazonas, alguns rios importantes que cortam o estado continuam com baixa nos volumes. Após registrar, na semana passada, a pior cota em 121 anos, o nível de águas do Rio Negro continua caindo, chegando 12,89m nessa segunda-feira no Porto de Manaus.  

A diminuição do nível do rio está colocando em risco a qualidade da água potável em várias cidades; e dificultando a navegabilidade em vários trechos. Além de causar ainda a mortandade de peixes e comprometer a pesca para subsistência.  

Desde o fim de abril, o nível do rio tem sofrido uma diminuição progressiva e segundo o Serviço Meteorológico do Brasil, na capital amazonense, o Rio Negro só deve começar a subir na segunda quinzena de novembro. 

Para tentar diminuir os impactos econômicos, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) começou nessa segunda-feira dragagem no trecho do Rio Amazonas conhecido como Costa do Tabocal, próximo ao município de Itacoatiara, que fica a cerca de 270 km de Manaus.   

A informação foi confirmada via redes sociais pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia do Amazonas, Serafim Corrêa.  

A ideia é aumentar o nível de profundidade do rio, permitindo que navios cargueiros com os insumos para abastecer as indústrias da Zona Franca de Manaus cheguem até seu destino. Também será feita uma dragagem no Rio Solimões.  

Elas fazem parte de um pacote de ações anunciado pelo Governo Federal para o enfrentamento aos impactos da estiagem no Estado.  

Atualmente, 59 dos 62 municípios amazonenses estão em situação de emergência, com mais de 630 mil pessoas impactadas por esta, que já é considerada a maior seca da história do estado.  

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